O Belenenses faz falta à I Liga
Há clubes de futebol. E há instituições. O Belenenses pertence à segunda categoria. Não é apenas um emblema desportivo. É uma parte da história de Lisboa, uma parte da história do futebol português e um dos poucos clubes fora dos chamados três grandes que conseguiu construir uma identidade nacional. Por isso, quando o Belenenses falha pela segunda época consecutiva a subida à Liga 2, a notícia vai muito para além de uma simples desilusão desportiva.
Os adeptos da Cruz de Cristo têm razões para estarem frustrados. Depois da derrota no play-off frente ao Paços de Ferreira, na época passada, voltou a acontecer o mesmo este ano, desta vez diante do Farense. O objectivo falhou novamente e o clube continuará na Liga 3 pela terceira época consecutiva. Para uma instituição habituada a disputar os principais palcos do futebol português, é um revés difícil de aceitar.
Mas é precisamente nos momentos de frustração que importa fazer um exercício de memória. Porque o Belenenses de hoje não pode ser analisado sem recordar o inferno de onde veio.
Há poucos anos, muitos decretavam a morte do clube. Enquanto a B-SAD ocupava o lugar na I Liga, jogando no Estádio Nacional e apresentando-se como herdeira de uma história que não lhe pertencia, o verdadeiro e único Belenenses era empurrado para a terceira divisão distrital de Lisboa, o sétimo escalão do futebol português. Um clube campeão........
