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A Feira da Ladra não pode ser um corredor aberto para a delapidação do património de Lisboa

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26.01.2026

Durante anos repetiu-se a ideia romântica de que a Feira da Ladra é um mercado pitoresco onde se vendem velharias inocentes. Esse tempo acabou. Hoje, quem percorre o campo de Santa Clara vê bancas inteiras cheias de azulejos arrancados, números de polícia removidos de prédios de Lisboa, placas esmaltadas, ferragens de portas centenárias e peças de mobiliário urbano que, muito provavelmente (e, certamente, que não todas), não saíram de um leilão legítimo. Saíram de fachadas, prédios devolutos, obras mal fiscalizadas e edifícios públicos e privados que perderam, à noite, aquilo que mantém a memória da cidade.

Lisboa tem leis suficientes para travar a sangria. O país tem legislação robusta para proteger o património azulejar. E a Polícia Municipal (PM) possui poderes administrativos claros para fiscalizar e reter mercadorias suspeitas. Nada disso é aplicado com........

© Sapo