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Defender valores sem pedir desculpa

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19.02.2026

Sou conservador, cristão evangélico, marido e pai, e começo por dizê-lo sem rodeios porque acredito que as ideias ganham força quando têm rosto e convicção.

Escrevo num tempo em que a tradição é frequentemente caricaturada e a fé tratada como relíquia cultural, mas também num tempo em que muitos continuam a procurar raízes, sentido e estabilidade.

Aquilo que penso sobre a sociedade não nasce de teorias distantes, nasce da vida real, da fé que pratico e da certeza de que a família, a responsabilidade pessoal e a herança moral que recebemos não travam o futuro, dão-lhe direção.

Nos últimos dias assistimos a mais uma polémica carnavalesca onde famílias conservadoras e símbolos cristãos foram reduzidos a caricatura pública. Muitos disseram tratar-se apenas de humor, outros apelaram à liberdade artística como argumento final. Mas a história cultural ensina-nos que a sátira deixa de ser reflexão quando perde a capacidade de reconhecer a dignidade do outro. A crítica pode ser saudável, o desprezo nunca construiu sociedades mais livres.

Não é a primeira vez que valores tradicionais são apresentados como algo retrógrado. Há uma........

© Sapo