Defender valores sem pedir desculpa
Sou conservador, cristão evangélico, marido e pai, e começo por dizê-lo sem rodeios porque acredito que as ideias ganham força quando têm rosto e convicção.
Escrevo num tempo em que a tradição é frequentemente caricaturada e a fé tratada como relíquia cultural, mas também num tempo em que muitos continuam a procurar raízes, sentido e estabilidade.
Aquilo que penso sobre a sociedade não nasce de teorias distantes, nasce da vida real, da fé que pratico e da certeza de que a família, a responsabilidade pessoal e a herança moral que recebemos não travam o futuro, dão-lhe direção.
Nos últimos dias assistimos a mais uma polémica carnavalesca onde famílias conservadoras e símbolos cristãos foram reduzidos a caricatura pública. Muitos disseram tratar-se apenas de humor, outros apelaram à liberdade artística como argumento final. Mas a história cultural ensina-nos que a sátira deixa de ser reflexão quando perde a capacidade de reconhecer a dignidade do outro. A crítica pode ser saudável, o desprezo nunca construiu sociedades mais livres.
Não é a primeira vez que valores tradicionais são apresentados como algo retrógrado. Há uma........
