O bem-estar no trabalho remoto não é “estar sempre bem"
Depois dos três primeiros e-books sobre Psicologia do Trabalho Remoto, publiquei agora o quarto. E este talvez toque num ponto muito simples, mas que me parece essencial: bem-estar não é estar sempre bem. Parece óbvio. Mas, na prática, não é tão óbvio assim. Foi com essa ideia que escrevi o e-book 4 — Aceitação e Compromisso: Desenvolver a Flexibilidade Psicológica no Teletrabalho — Parte 2 — que divulguei recentemente no LinkedIn.
Hoje fala-se muito de bem-estar, equilíbrio, produtividade saudável, rotinas, foco, autocuidado. Tudo isso é importante, claro. Mas dá a impressão de que tudo é fácil; é francamente irrealista a ideia de que uma pessoa equilibrada está sempre tranquila, motivada, focada e emocionalmente estável.
No trabalho em casa, isto sente-se muito. Há enormes vantagens: menos deslocações, mais autonomia, mais flexibilidade e mais controlo sobre o dia. Mas também há solidão, excesso de reuniões, dificuldade em desligar, pressão para responder depressa, cansaço digital e aquela sensação meio absurda de que temos de provar constantemente que estamos a trabalhar.
Foi por isso que, neste e-book 4, quis falar de dois mecanismos psicológicos que parecem complicados, mas são muito simples quando aplicados à........
