Uma montanha até Belém
Chegados ao fim de uma maratona de debates televisivos e às Festas de Natal e de Ano Novo, preparamo-nos para entrar na reta final da corrida que decidirá o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República.Independentemente das sondagens, ou melhor, mesmo atendendo à multiplicidade e disparidade dos estudos sobre a intenção de voto dos portugueses, tudo aponta para que o caminho comece agora a afunilar e as hipóteses de passagem à segunda volta se concentrem em três dos cinco principais candidatos – considerando que António Filipe, Jorge Pinto e Catarina Martins serviram apenas os interesses políticos e de retenção/fidelização da base eleitoral dos respetivos pequenos partidos que lhes dão apoio (PCP, Livre e BE) –, ainda que os outros dois não se deem por vencidos.
Numa linguagem comum às provas velocipédicas, dir-se-ia que na corrida a Belém há três candidatos no grupo da frente – André Ventura, Luís Marques Mendes e Henrique Gouveia e Melo –, dois no grupo perseguidor (António José Seguro e João Cotrim Figueiredo) e o resto do pelotão já não tem, nem nunca teve qualquer hipótese.
Puxemos o filme atrás.
Primeiro a colocar-se na linha de partida, Gouveia e Melo partiu........
