Irão - 1, Estados Unidos - 0, Israel - cartão amarelo
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Tinha pensado em muitos títulos para a coluna de hoje, como “São todos maus e ninguém se aproveita” ou “De volta à Idade da Pedra” a histórica ameaça de Trump, reduzida a “ganhamos, o regime mudou” – mais uma, de mil mentiras. Acabei por escolher uma analogia com o futebol, porque é a primeira vez que me lembro de ver a política substituir os comentários futebolísticos em tempo de antena e intensidade.
Fazendo um balanço prematuro de uma situação que se irá arrastar por alguns anos, a teocracia iraniana está para ficar, os israelitas perderam a aura de vítimas para ganharem o estatuto de genocidas, e os norte-americanos mostraram mais uma vez que não aprenderam nada com as derrotas no Vietname e Afeganistão. Quem ganhou? A China e a Rússia, que nem precisaram de se envolver abertamente no conflito. Quem perdeu? Os habitantes do mundo inteiro, que viram o custo de vida subir em flecha.
Podia ficar-me por aqui, porque, no meio da refrega, não há muito mais a dizer além do que já foi repetido até à exaustão. Mas não resisto a esmiuçar alguns pormenores.
Para começar, esta desgraça, que ainda está longe do fim, foi certamente congeminada por Netanyahu. Porque o grande medo dos judeus, justificado, é que o Irão se torne uma potência nuclear. Todos os outros inimigos de Israel são “peanuts”, prontos para serem enviados para a Idade da Pedra. Aliás, a faixa de Gaza já foi, e o Líbano está em vias de ser. Ninguém........
