Transformação digital do Estado: porque é que “bom” já não chega
A digitalização da Administração Pública portuguesa é uma das histórias de progresso mais impactantes da última década em que hoje, serviços que antes exigiam deslocações, filas e papel passaram para o digital com simplicidade e eficácia. A Chave Móvel Digital, o IRS Automático o a renovação automática da carta de condução são sinais de que o Estado tem a capacidade e a vontade de inovar e entregar valor real aos cidadãos e às empresas.
Mas é precisamente porque já provámos ser capazes de fazer bem que se tornou legítima uma ambição maior: exigir excelência. E essa ambição só será concretizável se enfrentarmos, sem rodeios, os obstáculos que continuam a travar o avanço digital do país.
A ilusão do “está quase”
Portugal está muitas vezes entre os países mais bem classificados na digitalização dos serviços públicos na Europa. Mas quem utiliza esses serviços diariamente sabe que a realidade é mais complexa. Existem bons serviços — alguns muito bons — mas continuam frequentemente isolados, duplicados e pouco integrados. O cidadão e a empresa continua a ser quem “costura” a sua própria jornada digital entre portais e organismos, autênticos silos com narrativas distintas.
O resultado é uma Administração Pública que progride, sim, mas que não acompanha a velocidade da expectativa especialmente quando comparamos........





















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