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18.03.2026

Esta semana, Portugal acordou com dois espelhos quebrados na mão. Num deles, Coimbra: áudios e mensagens racistas, xenófobas e misóginas, partilhados num grupo com centenas de estudantes, com referências que chegaram à apologia nazi. No outro, Oeiras: conversas entre alunos de uma escola, com ameaças e projeções armadas, entre facas, “atentados” e a coreografias do homicídio.

Dois casos diferentes, duas idades diferentes, dois contextos diferentes — mas com uma família de semelhanças inquietantes: WhatsApp, grupo, bolha, excesso, provocação, contágio e, claro, o sobressalto público. O denominador comum não é apenas o mau gosto; é a sensação coletiva de que qualquer coisa saltou da caixa. E quando Portugal sente algo a escapar-lhe, trata logo do pelotão de fuzilamento.  

Condeno, sem tibiezas nem notas de rodapé, qualquer atitude racista,........

© Sapo