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O debate em torno da proteína sustentável na alimentação do futuro

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05.01.2026

A necessidade de garantir segurança alimentar, de forma sustentável e economicamente viável, acelerou, recentemente, a investigação em novas fontes de proteína e processos de produção. Esta “transição proteica” não se limita à redução do consumo de carne mas implica a diversificação das fontes de proteína e um reposicionamento estratégico da indústria alimentar. A combinação da biotecnologia, engenharia de alimentos, economia circular e inovação empresarial virá a permitir soluções inovadoras para criar alimentos mais sustentáveis e nutritivos e responder a desafios ambientais, nutricionais e económicos.

Entre as alternativas à carne encontram-se produtos vegetais, biomassa obtida por fermentação em biorreatores, incluindo fermentação de precisão (que usa microrganismos modificados geneticamente para produzir proteínas idênticas às de origem animal), proteínas de insetos e carne cultivada. Estas abordagens apresentam diferentes níveis de maturidade tecnológica e potencial de aplicabilidade em grande escala. Os produtos vegetais e as micoproteínas (derivadas do micélio de fungos, produzido por fermentação) demonstram viabilidade industrial e crescente aceitação no mercado global. Embora promissoras, tecnologias mais disruptivas, como a carne cultivada e fermentação de precisão, apresentam custos elevados e dependência de capital intensivo. Estes desafios representam riscos mas também oportunidades de........

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