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Os galanteios de Rubio em Munique

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18.02.2026

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Esta Conferência de Segurança de Munique, este ano na 62ª edição anual, desta vez com a participação de sessenta chefes de Estado, de Governo e outros líderes de topo, é reconhecida como o fórum informal de segurança e defesa mais importante do mundo. Na origem, Davos era a grande cimeira informal de pensamento sobre a economia, Munique era o mesmo para as questões de segurança geoestratégica.  Evoluíram ambas para uma espécie de centro de pensamento sobre o estado das relações internacionais.

Desta vez, em Munique, as guerras na Ucrânia e em Gaza e as crises no Irão e em volta da Gronelândia, estiveram na ordem do dia. Mas, o tema principal foi a análise da nova relação transatlântica e o futuro das relações entre a Europa e os EUA num cenário em que a velha ordem mundial se tornou história e há para desenhar a ordem que pode resultar da atual desordem global.

Para esta conferência de Munique, as lideranças europeias pensaram levar uma resposta comum à atitude de desprezo por parte de Trump e à ameaça persistente de Putin, o grande ausente. A China marcou presença, com o ministro dos estrangeiros, a fazer diplomacia.

Foi na conferência de Munique de há um ano que ficou declarado, através do vice-presidente J.D. Vance, como a presidência Trump estava a desligar-se, com hostilidade, da União Europeia, remetida para o declínio em futuro próximo através de um discurso no qual acusou os europeus de falta de democracia, desrespeito pela liberdade de expressão e censura aos partidos da oposição — ou seja, à........

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