Inteligência Artificial: do hype ao impacto real nas empresas portuguesas
Por Marcos Filho, Development Team Lead na PrimeIT
Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) saiu dos slides bonitos das conferências e passou a fazer parte das conversas de direção em muitas empresas portuguesas. O cliente pergunta se já usamos IA, o fornecedor promete a solução mágica e a equipa começa a explorar uma ferramenta nova todos os meses. No meio deste barulho todo, é fácil confundir buzzword com resultados de verdade.
Um exemplo bem claro é a nova moda do momento na tecnologia: o denominado vibe coding. Basicamente, trata-se de pedir à IA para gerar um sistema inteiro, do zero, com o programador quase só a clicar em “aceitar sugestão”. Parece incrível, mas tem um problema sério: se a pessoa que está a “criar” o sistema não possui base técnica, a probabilidade de surgir um código difícil de manter, pouco escalável e cheio de vulnerabilidades é enorme.
Para mim, usar IA para programar não é terceirizar o raciocínio técnico. A forma certa de encarar é como ter um ajudante muito rápido dentro do ambiente de desenvolvimento, o dia todo, a sugerir trechos de código, a ajudar a escrever testes, a gerar........
