Inovação não é apenas futuro: o que nos diz a nossa história e património
Opinião de Alisson Ávila, Head of Impact do Nova SBE Innovation Ecosystem
Falar sobre inovação aplicada (ou seja: o processo de desenvolvimento de melhorias incrementais ou transformadoras, a partir de um dado contexto e visão, para criar resultado económico e valor sistémico) é, frequentemente, um sinónimo exclusivo de “futuro”. Contudo, o divertido paradoxo desta abordagem, que aponta perpetuamente para a frente, está no facto de que todos os principais conceitos e requisitos da inovação implicam um olhar para trás para que sejam mais bem compreendidos. A História e o Património são mais do que férteis terrenos: são a base para percebermos a evolução e consolidação desta disciplina enquanto prática socioeconómica.
E Portugal é pródigo em exemplos desta relação há mais de 500 anos. Naturalmente, os fundamentos da inovação como conhecemos ainda não estavam definidos nos séculos passados. Mas é de lá que emergem os contextos que dão origem à prática da inovação aplicada que conhecemos hoje e que avançaram aceleradamente a partir da segunda metade do século XX.
Vejamos o tema da aprendizagem contínua e da melhoria incremental. O acúmulo e consolidação de novos conhecimentos está na base da cultura humana, e neste caso o desenvolvimento do astrolábio e do quadrante, por........
