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Dívida externa, a almofada para reformar o país

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20.02.2026

Portugal fechou o ano de 2025 com uma dívida externa líquida correspondente a 36,2% do PIB, o valor mínimo desde 2001. Em tempos de catástrofes que exigem uma resposta financeira robusta do Estado, esta notícia é muito positiva, e não é pelos motivos óbvios: É, na prática, um barómetro sobre o risco da economia portuguesa.

Portugal foi à bancarrota em 2011 precisamente por causa do nível de dívida externa líquida que superava os 100% da riqueza criada. Ora, como os portugueses aprenderam à força da austeridade, uma economia que deve menos ao exterior é menos refém de choques de financiamento, de subidas rápidas de juros e de mudanças súbitas no apetite dos investidores. A redução da dívida externa não aumenta os salários por si só, mas reduz a probabilidade de regresso de uma crise financeira voltar a comer anos de salários e de investimento.

Vamos por partes. A dívida externa líquida de Portugal — que corresponde aos passivos líquidos perante o exterior (simétrico da........

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