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Portugal entre dois modelos de Turismo: o desafio estratégico da próxima década

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02.06.2026

Portugal tornou-se, na última década, um caso de estudo internacional no turismo. O país passou de um destino periférico europeu para uma marca global de referência. Entre prémios internacionais, crescimento de rotas aéreas, investimento estrangeiro e reconhecimento mediático, o turismo português viveu um ciclo histórico de expansão.

Os números explicam parte dessa transformação. O turismo representa atualmente cerca de 14% do PIB nacional, consolidando-se como um dos principais motores económicos do país. Em 2025, Portugal voltou a bater recordes de receitas turísticas, aproximadamente 30 mil milhões de euros, impulsionado sobretudo pelos mercados EUA, Alemão, Espanhol, UK, França.

Mas é precisamente neste momento de sucesso que surge a grande questão estratégica, que modelo turístico quer Portugal construir para os próximos 20 anos? Porque o verdadeiro risco dos destinos bem-sucedidos é acreditarem que crescimento contínuo significa automaticamente desenvolvimento sustentável.

Portugal já não compete apenas por turistas. Compete por posicionamento. Durante muitos anos, Portugal vendeu clima, preço competitivo e segurança. Funcionou. Mas o mercado global mudou.

Hoje, os destinos competem sobretudo por perceção de valor, qualidade de experiência e capacidade de diferenciação, sendo óbvio que certos mercados de proximidade na UE são mais sensíveis a oscilações de preços por questões de orçamento familiar. E isso obriga Portugal a abandonar gradualmente uma lógica de “mainstream” e alinhar-se com turismo experiências e alinhar os dois.

O país precisa de encontrar equilíbrio........

© Sapo