As agriculturas europeias competem com a agricultura portuguesa
É atualmente raro o dia em que não ouçamos falar de competitividade.
Seja ligado à economia de um país (competitividade nacional) ou até de um bloco económico (competitividade europeia p. ex.), seja ligado a um setor específico (p. ex. competitividade do sector automóvel ou têxtil), o conceito de competitividade está sempre presente ou próximo.
A agricultura não é exceção.
Contudo, no que respeita a este setor, na Europa e nos países europeus, parece que há sempre tendência a tratar o tema da competitividade agrícola como se ela só ocorresse ou fosse significativa entre grandes blocos económicos. Os acordos europeus recentes — à cabeça o acordo com os países do MERCOSUL e as vastas discussões e manifestações em consequência — são exemplos evidentes do referido.
Não se pretende aqui diminuir ou menosprezar certas questões que penalizam fortemente os agricultores europeus em comparação com os colegas desses blocos. É totalmente reconhecida a maior liberdade de atuação que a agricultura desses blocos possui em comparação com as estritas regras de produção por que os agricultores europeus se têm de reger.
O que se pretende ressaltar nesta reflexão é que a insistência nesta comparação apenas global e entre grandes blocos conduz a que se omitam ou........
