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O retorno da geopolítica do petróleo

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14.03.2026

Conflito no Oriente Médio reacendeu riscos de crises energéticas, com mercado de petróleo reagindo a tensões em rotas estratégicas globais.

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, é apontado como ponto crítico por agências internacionais.

Relatórios alertam que interrupção prolongada no fluxo poderia gerar choque comparável às crises dos anos 1970.

Brasil se beneficia da expansão do pré-sal e mantém matriz energética diversificada, combinando hidrelétricas e biocombustíveis.

A guerra voltou a aproximar o mundo de um velho fantasma da economia internacional: as grandes crises energéticas. A recente escalada militar no Oriente Médio reacendeu, quase instantaneamente, um dos mecanismos mais sensíveis da geopolítica contemporânea. Quando conflitos se aproximam das rotas por onde circula uma parcela decisiva do abastecimento global, mercados reagem, governos recalculam cenários de risco e a estabilidade da economia internacional passa novamente a depender de um recurso estratégico que muitos imaginavam estar perdendo protagonismo: o petróleo.

Mais do que uma simples oscilação de mercado, o que se observa neste momento é um mecanismo clássico da política internacional voltando ao primeiro plano: quando o abastecimento global entra em tensão, a geopolítica assume o comando da economia mundial.

A turbulência atual voltou a lançar luz sobre um dos pontos mais delicados da infraestrutura energética global: o Estreito de Ormuz, passagem marítima situada entre Irã e Omã. Apesar de suas dimensões geográficas limitadas, esse corredor funciona como uma verdadeira artéria da economia mundial.

Estimativas da International Energy Agency indicam que cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no planeta atravessa diariamente essa rota. Sempre que tensões militares........

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