Zema honra seu reacionarismo ao desprezar patrimônio histórico mineiro
Governador Romeu Zema (MG) foi criticado por suposto desinteresse ao patrimônio histórico após desaparecimento de parte do acervo do Palácio das Mangabeiras.
O acervo perdido inclui obras de arte, móveis, pratarias, louças, equipamentos e livros da antiga residência oficial dos governadores.
A Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais abriu investigação; o governo estadual afirma que tudo está catalogado e foi transferido a outros órgãos públicos.
O governo justifica a suposta perda como economia decorrente de Zema não ter residido na mansão oficial.
Romeu Zema, cujo potencial eleitoral para a Presidência da República alcança a estupenda marca de 3%, consagra-se como modelito acabado do reacionário disfarçado de empreendedor, aquele que vê o Estado como inimigo da iniciativa privada, chama higienismo de meritocracia e, como provado agora, despreza qualquer coisa que lembre arte, história ou cultura.
Parte do acervo do Palácio das Mangabeiras escafedeu-se, não se conhece o paradeiro, como noticiado. Há uma investigação da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais em curso, pois sumiram obras de arte, móveis, pratarias, louças, equipamentos e livros que integravam a antiga residência oficial dos governadores mineiros. O governo de Minas Gerais diz que nada desapareceu, que está tudo catalogado, que muita coisa foi transferida para outros órgãos públicos. Parlamentares contestam a versão. O Tribunal de Contas do Estado investiga.
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