Allan e Neymar são exemplos de machismo entranhado no futebol
Allan e Neymar são exemplos de machismo entranhado no futebol
O futebol é um reflexo da sociedade. Em quase tudo, menos nos assombrosos salários recebidos. Salários insuficientes para que jogadores invistam em educação. Allan, do Corinthians, e Neymar, do Santos, comprovaram a tese.
Não foi uma piada de primeiro de Abril. Allan realmente colocou as mãos na genitália e a balançou em direção a Acosta do Fluminense. Foi o ato final do enrosco que tiveram, em que deu vários tapas – tapinhas – no adversário.
Depois, pelas redes sociais, pediu desculpas. Disse que o ato não o define, que o jogo estava tenso etc e tal. Desculpas para não ser punido, com a sinceridade da palavra de um bolsonaro.
No dia seguinte, foi Neymar. Irritado com o cartão amarelo que recebeu no final do jogo, após receber falta de Hernandez, do Remo, buscou uma explicação misógina: o juiz Savio Sampaio teria acordado de “chico”, gíria referente ao ciclo menstrual, e se comportado de maneira autoritária.
Ou seja, quando o homem erra, é porque está se comportando como uma mulher menstruada.
Carrões e iates, sim.
