“Heartstopper” chega ao fim, mas deixa um legado que nenhuma série LGBT havia conseguido
A série "Heartstopper", baseada na graphic novel de Alice Oseman, estreou na Netflix em abril de 2022 e recebeu mais de 80 % de aprovação no Rotten Tomatoes.
Interpretada por Joe Locke (Charlie) e Kit Connor (Nick), a trama acompanha dois estudantes que descobrem o amor e a sexualidade em meio a preconceito homofóbico.
Após três temporadas, a história foi concluída com o filme "Forever", lançado pela Netflix e atingindo 100 % de aprovação no Rotten Tomatoes.
O desempenho crítico da série e do filme representa um marco para produções LGBT, ao conquistar reconhecimento amplo com narrativas clichês.
A primeira temporada de “Heartstopper” estreou na Netflix em abril de 2022 e, logo de cara, tornou-se um fenômeno de crítica e audiência. Na época, a produção alcançou mais de 80% de aprovação no Rotten Tomatoes, uma marca rara para uma série voltada ao público adolescente.
Mas por que Heartstopper deu tão certo?
A produção adapta a saga escrita por Alice Oseman, uma graphic novel que narra a história de Charlie (Joe Locke) e Nick (Kit Connor), dois estudantes que se apaixonam e passam a lidar com a descoberta do amor e da própria sexualidade.
A trama, em si, é clássica: Charlie é o estudante nerd e afeminado que sofre violência homofóbica; Nick é o popular capitão do time de rugby da escola. Mas essa estrutura narrativa só é um clichê para o público heterossexual, que cresceu cercado por histórias........
