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O córrego da minha aldeia

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29.06.2026

Manoel de Barros descreve o Córrego Crispim, entidade hídrica que atravessa a região Gama, a três ruas de sua casa.

O córrego, cercado por mata ciliar exuberante, apresenta águas cristalinas, pequenas prainhas, cachoeiras e corredeiras de pedras lisas.

Lavadeiras locais, como a mãe do autor, utilizavam o leito para lavar roupas, enquanto crianças brincavam, nadavam e mergulhavam.

Na mata circundante, a comunidade infantil interagia com diversas aves nativas, criando um ambiente de liberdade e contato com a natureza.

“Meu quintal é maior do que o mundo.”, manoel de barros  

o córrego crispim, o mais bonito do gama, era uma entidade hídrica que corria livre a três ruas da minha casa.

margeado por uma exuberante mata ciliar, ele nos recebia sempre alegre, permitindo-nos fazer cócegas em seu corpo úmido, formado por águas frescas e cristalinas.

no seu fundo, que era mais ou menos raso, pisávamos em suas areias finas e brancas, como as areias das praias.

formavam-se mesmo algumas prainhas ao longo do leito.

aqui e acolá surgiam pequenas cachoeiras e, em uma de suas curvas, havia uma corredeira de pedras lisas que fazia a alegria das crianças.

pelas manhãs, manhosas, as mulheres desciam com suas trouxas de roupa suja na cabeça, sempre cantarolando alguma coisa, ou fazendo gracejos umas com as outras.

as crianças lhes faziam companhia.

em uma das margens do córrego tinha uma lavanderia pública, de........

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