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Um voto em homenagem a meu pai, o velho Alaor do Leão. E a um Brasil pacificado

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25.10.2026

“Aquilo que causa a noite entre nós também pode deixar estrelas” (Victor Hugo).

A pessoa que mais amei na vida foi meu pai. Um homem sem instrução formal, mal desenhava o nome. E tinha a segurança de quem sabia estar do lado certo da história.

Certa vez o apresentei em um jantar a um embaixador culto e sofisticado. Minha mãe sorriu e me falou: “curiosa para saber o que vão conversar”. Deixei os dois a sós e voltei uma hora depois. O embaixador estava encantado com as histórias que meu pai contava.

Seguro. Alegre. Feliz. Um contador de casos, em regra casos vividos e inventados, pois lhe faltavam casos de livros e romances literários. Mas eram os mais instigantes, engraçados, excêntricos.

Sua ânsia de viver marcou a vida de toda minha geração que convivia com ele. E era um homem duro na sua lida rural e diária, mas o mais amoroso que conheci. Beijava e abraçava muito os filhos, sobrinhos, amigos. Em uma época de carinhos contidos dos homens, ele era desbravadamente afetivo. Tinha orgulho do beijo posto, fazia bem a ele e a nós.

Excesso de afeto nunca é demais. Aprendi isto nas madrugadas frias andando a cavalo ao lado dele, ao romper da aurora, ou simplesmente ouvindo as histórias sem fim que ele contava e inventava.

Era uma época de perplexidades profundas. Muitas dificuldades. Ele só pedia uma coisa para os cinco filhos. “Estudem. Façam uma faculdade. Façam o que eu não consegui fazer”. E ele queria ter feito Direito. Não saiu do........

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