Limpar as manchas vermelhas do Clube da Esquina e livrar o país do fascismo
Fascistas matam pessoas e tentam matar ideias. As duas, de certa forma, sobrevivem. Na manhã desta sexta-feira (23), a dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, o memorial do Clube da Esquina, no cruzamento das ruas Divinópolis e Paraisópolis, em Belo Horizonte, apareceu vandalizado com tinta vermelha.
Uma coisa, a princípio, não tem nada a ver com a outra. Eu, no entanto, duvido e discordo.
Naa eleições deste ano, como todos sabem, temos duas forças absolutamente distintas em disputa acirrada. Na fachada da esquina mais famosa do país também. De um lado, o velho canalha de sempre, que se preocupa em apagar ideias diferentes das suas. Tale qual àqueles que tentaram destruir nossos palácios no oito de janeiro. Do outro, uma das maiores, mais modernas e revolucionárias manifestações artísticas já produzidas pela raça humana, reconhecida pelos quatro cantos do planeta.
O sujeito que jogou tinta vermelha no santuário do Clube da Esquina, do auge da sua ignorância e imbecilidade, nem imagina. Ele não tem a menor ideia de que, por trás das suas manchas inúteis, nos despertou. Acordou-nos todos........
