Trump prepara terreno para não reconhecer vitória de Lula — e o caso da embaixadora faz parte da estratégia
Donald Trump revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
EUA alegam que a medida responde à demora brasileira na aprovação do novo embaixador dos EUA e à negação de vistos a dois funcionários do Departamento de Estado.
Analistas afirmam que a ação integra estratégia iniciada em 2023 para intensificar pressão sobre o Brasil, desgastar Lula e viabilizar contestação de sua vitória eleitoral.
A campanha inclui sanções, apoio a Eduardo Bolsonaro e alinhamento com a candidatura de Flávio Bolsonaro, buscando enfraquecer o governo de Lula.
A revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, não é um episódio isolado nem uma simples retaliação diplomática. É mais um movimento do governo Donald Trump para ampliar a tensão com o Brasil, desgastar Lula e preparar o ambiente político para uma possível contestação do resultado das eleições brasileiras.
A justificativa oficial dos Estados Unidos é a de “reciprocidade”. O governo estadunidense afirma que reagiu à demora do Brasil em aprovar o nome do novo embaixador norte-americano em Brasília e à decisão brasileira de negar vistos a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA. É uma desculpa tão esfarrapada quanto aquela usada para justificar o tarifaço contra o Brasil.
Não havia desequilíbrio comercial que sustentasse tecnicamente as tarifas impostas por Trump. A motivação sempre foi política: pressionar o governo Lula, punir autoridades e favorecer o bolsonarismo. Agora, a mesma estratégia reaparece no terreno diplomático.
O governo brasileiro respondeu com uma nota contundente. Lembrou que não existe prazo determinado para a concessão de agrément a um embaixador e afirmou que os dois funcionários norte-americanos pretendiam vir ao Brasil para questionar o sistema eleitoral.
A conclusão do comunicado do governo Lula foi direta:
“Fica óbvio o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente.”
“Fica óbvio o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente.”
O Itamaraty apenas colocou no papel aquilo que a sucessão de acontecimentos já demonstra.
“A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito........
