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O Salão Oval de Trump é o bunker de Flávio Bolsonaro

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28.05.2026

Flávio Bolsonaro, pré‑candidato do PL, viajou a Washington na quarta‑feira, 27, para encontros no Salão Oval com Donald Trump e reuniões no Departamento de Estado e com parlamentares republicanos.

A viagem segue ao escândalo envolvendo Daniel Vorcaro, Banco Master e suspeita de financiamento do filme “Dark Horse”, que provocou mudança na estratégia da campanha.

A campanha abandona a tentativa de imagem moderada e retorna ao bolsonarismo de base, visando preservar força política para as eleições de 2026 e 2030.

O novo objetivo é alcançar o segundo turno, perder com margem controlada, manter a base bolsonarista unida e assumir a liderança da oposição no Congresso.

Acuado pelo caso Vorcaro, o pré-candidato do PL abandona a fantasia da moderação, volta ao bolsonarismo raiz e tenta preservar força para 2026 e 2030. A viagem de Flávio Bolsonaro a Washington não é apenas um gesto de campanha. É uma confissão política. Quem acredita que está ampliando sua base fala com o país. Quem teme perder a própria base corre para o bunker trumpista da ultradireita global. 

Há momentos em que uma fotografia vale menos pelo que mostra do que pelo que tenta esconder. A imagem de Flávio Bolsonaro ao lado de Donald Trump, depois de dias de expectativa, desgaste e constrangimento, não deve ser lida apenas como demonstração de força internacional. Deve ser lida, sobretudo, como operação de defesa. A foto não prova que Flávio cresceu. Revela que ele precisou se refugiar.  

Depois do escândalo envolvendo Daniel Vorcaro, Banco Master e o financiamento suspeito do filme Dark Horse, a candidatura de Flávio entrou em nova fase. A aposta inicial era apresentá-lo como um Bolsonaro mais palatável, menos explosivo, mais aceitável para o mercado, para a mídia conservadora e para setores da direita que desejavam derrotar Lula sem carregar todo o peso tóxico do bolsonarismo raiz.  

Essa operação sofreu um abalo profundo  

O Brasil 247 publicou nesta quarta-feira, 27, que, após o encontro com Trump, Flávio teria reuniões no Departamento de Estado dos Estados Unidos e poderia cumprir agendas com parlamentares republicanos em Washington. No mesmo dia, o artigo “Estratégia de um derrotado” apontou a mudança essencial: Flávio estaria retomando o bolsonarismo raiz como estratégia defensiva para conter danos e preservar força política.  

Daniela Lima, no UOL, chegou ao mesmo ponto por outro caminho. Segundo ela, rivais veem Flávio mudando rota para buscar amparo no núcleo duro bolsonarista, tentando impedir que os eleitores mais fiéis a Jair Bolsonaro se desgarrem do herdeiro do clã antes da campanha oficial no rádio e na TV.  

É aqui que a fotografia com Trump ganha seu verdadeiro sentido. Ela não é expansão. É contenção. Não é ponte com o centro. É trincheira para a extrema direita. Não é demonstração de segurança. É tentativa de recompor moral de tropa.  

Flávio não foi a Washington para convencer o eleitor moderado brasileiro. Foi para dizer ao bolsonarismo que ainda é o herdeiro reconhecido pelo chefe da ultradireita global. O Salão Oval de Trump é o bunker de Flávio Bolsonaro.  

A candidatura que mudou de........

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