Mito, joias e cloroquina: sugestões para um desfile carnavalesco “sem partido” em homenagem a Bolsonaro
Artigo propõe desfile carnavalesco "sem partido" em homenagem a Jair Bolsonaro, com financiamento independente e valores da "família tradicional brasileira".
Sugere alas e carros alegóricos exaltando feitos de Bolsonaro, figuras do bolsonarismo, a Teologia da Prosperidade e contestando a ciência.
Propõe críticas a Lula, com divulgação de "verdades" de grupos extremistas, e finaliza com ala dedicada ao "Futuro Utópico" com Bolsonaro.
A homenagem da Acadêmicos de Niterói ao presidente Lula fez os bolsonaristas espumarem de raiva nas redes sociais. Como diz uma expressão atual, a escola de samba alugou um triplex na mente da extrema direita brasileira. Isso fez aumentar ainda mais o ódio desse pessoal ao carnaval. Mas, se Lula pode receber uma homenagem em plena Marquês de Sapucaí, por que Jair Bolsonaro não merece o mesmo? Pensando nisso, resolvi escrever esse artigo, com propostas para um enredo sobre o “mito”.
Em primeiro lugar, essa escola deve ser “sem partido” e sem recursos da Lei Rouanet, política pública responsável por financiar artistas comunistas. Lembrando o grande pensador contemporâneo Túlio Maravilha, os valores dessa agremiação devem estar alinhados aos da família tradicional brasileira. O samba seria composto pela nata dos músicos bolsonaristas: Roger Moreira, Gusttavo Lima e Sérgio Reis, entre outros grandes nomes. A transmissão do desfile será exclusiva da Jovem Pan.
Se a comissão de frente da Acadêmicos de Niterói ressaltou a volta por cima de Lula nos últimos anos, com destaque para sua prisão política e eleição para o terceiro mandato, a hipotética escola que homenagearia Bolsonaro não pode ficar atrás. Com fantasias que remetem aos grupos do WhatsApp, serão ressaltados todos os “feitos” do mito em sua luta contra o “sistema”: plano para explodir bombas-relógios em unidades........
