Ódio à Argentina, algoritmos e “xenofobia do bem”
Teorias conspiratórias sobre o Mundial e suposto lobby sionista circulam online, atribuídas a grupos de esquerda.
Algoritmos amplificam um discurso de ódio contra argentinos, chamado “xenofobia do bem”, que se apresenta como justiça social.
Comentário em post de Instagram sobre o músico Charly García denuncia “argentinawashing”, exemplificando a retórica hostil.
A hostilidade se intensifica no contexto esportivo, após três décadas sem títulos da seleção argentina.
Na última edição da Copa do Mundo, a torcida mais estridente, pelo menos nas redes sociais, não foi pela seleção brasileira, eliminada já nas oitavas de final, mas sim contra a Argentina. O principal argumento é que os argentinos (de maneira generalizada mesmo) são racistas. Além disso, via internet, circularam várias teorias da conspiração, desde sobre o Mundial ser armado para o time de Messi ser campeão até a Argentina ser uma seleção a serviço do lobby sionista – e, o que é pior, trata-se de um delírio elaborado por quem se diz à esquerda do espectro político.
Dessa forma, impulsionado e estimulado por algoritmos com o objetivo de “ver o circo pegar fogo”, foi alimentado um discurso de........
