O biombo feito com as palavras do cronista
Cronista veterano escrevia diariamente há décadas em uma redação de jornal.
Seus textos abordavam política, cotidiano e temas variados, sendo lidos com afeto e temor.
A rotina do cronista começou a mudar com a adoção de novas diretrizes editoriais.
Um jovem da equipe anunciou que o jornal está em processo de reestruturação e reposicionamento.
Havia, numa redação de jornal um cronista. Era um profissional da insistência: escrevia todos os dias como quem paga uma dívida que nunca termina.
Durante décadas, ocupou seu espaço com a regularidade de um relógio que, embora atrasado, ninguém tem coragem de ajustar. Falava de tudo: política, cotidiano, vizinhos barulhentos e pensamentos inúteis. Era lido com uma mistura de afeto e temor (o que, para um cronista, é quase um prêmio).
O jornal, porém, resolveu evoluir.
Evoluir, nesse caso, significava trocar o que ainda funcionava por algo que prometia funcionar melhor. Vieram as novas........
