Desarmamento
A voz do Papa Leão XIV ao proclamar a urgência de uma «paz desarmada e desarmante” quase parece, no atual contexto geopolítico, uma «voz que clama no deserto”. As vozes que dominam são as que proclamam a necessidade de um rearmamento, de uma paz assente no equilíbrio de forças, senão mesmo na «ameaça de destruição mútua”. No fundo, volta a repetir-se o velho adágio: «se queres a paz, prepara a guerra”.
Devo dizer que na assembleia das comissões Justiça e Paz europeias do ano passado, que se realizou na Lituânia, notámos que essas vozes se faziam sentir com particular intensidade nesse país. Um país que se prepara, incluindo entre os seus jovens, para a guerra, um país que receia que lhe venha a suceder o que sucedeu à Ucrânia.
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A assembleia das comissões Justiça e Paz europeias deste ano realizou-se em Glasgow, na Escócia, e o programa incluiu uma vigília de oração pelo desarmamento nuclear junto da base naval nuclear de Faslane, que se situa perto dessa cidade. A Igreja Católica da Escócia desde há vários anos que está vigorosamente empenhada em ações em prol do desarmamento nuclear e realiza regularmente manifestações e vigílias de oração nesse local, também em colaboração com outras comunidades cristãs e de outras religiões.
Ainda antes de tal tese ter sido........
