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​A NATO em Ancara: crise ou reconstrução?

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15.07.2026

A caminho das oito décadas de existência, a NATO pode orgulhar-se de ter sido, e de continuar a ser, a mais robusta e poderosa aliança militar defensiva da história. O estado do mundo em que ela nasceu era, todavia, muito diferente do atual, onde a aliança atlântica tem de continuar a ter – e cada vez mais – um papel dissuasor que nenhuma outra organização internacional (a ONU só tem capacetes azuis e a UE nem sequer um exército comum tem) pode ambicionar.

O Tratado de Washington, que a instituiu em abril de 1949, subscrito pelos 12 Estados fundadores (o Portugal de Salazar foi um deles), destinava-se a reforçar a solidariedade euroamericana num tempo de emergência da guerra fria contra a “nova” (porque globalista) URSS de Estaline. A doutrina Kennan, ou Truman, falava em contenção face ao comunismo; a doutrina Jdanov falava na necessidade vital de Moscovo em satelizar o Leste da Europa; e todos concordavam que a «Cortina de Ferro», anunciada por Churchill, tinha vindo para ficar. A Grécia e a Turquia aderiram em 1952, a RFA em 1955. Os........

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