O Governo nas mãos do novo Presidente
No próximo dia 8 de fevereiro, as escolhas são claras para os eleitores mais à esquerda; e, porventura, menos óbvias para alguns eleitores à direita.
Para os eleitores de esquerda será praticamente inevitável votar no candidato mais à esquerda, António José Seguro. Por acaso, mas é um sinal dos tempos, Seguro é o candidato mais à direita que a esquerda poderia ter.
Líder do PS nos tempos da troika, Seguro esteve do lado país e não dos meros interesses partidários. Assumiu que Portugal precisava de mudar de vida, da vida a que o seu antecessor, José Sócrates, tinha conduzido o país.
A extrema-esquerda ‘rasgou as vestes’ com a moderação de Seguro na relação com a troika e com Passos Coelho. Mas no dia 8 de fevereiro, Seguro é o ‘best shot’ dos eleitores à esquerda. Se não forem votar em Seguro, os eleitores de esquerda viabilizarão um resultado histórico de Ventura.
Para alguns (não todos) eleitores do centro e da direita, a escolha talvez seja menos óbvia. O eleitorado que não quer regressar aos governos socialistas pode considerar que o voto em André Ventura, ainda que não ganhe, é o mais eficaz. Temem que a eleição fácil de Seguro abra portas a uma governação socialista.
Não estou convencido disso. Pelo contrário.
Quem quiser empurrar o governo PSD/CDS para os braços do PS ou para novas eleições legislativas, deve votar em André Ventura e consolidar o seu score eleitoral.
Porquê?
Imagine-se que André Ventura perde as eleições, mas obtém um resultado forte, acima dos 35% ou mesmo na casa dos quarenta por cento.
Pela forma como nos habituou a fazer política, teremos um André Ventura mais radical do que nunca. Assumirá que perdeu as eleições, mas que ganhou definitivamente (!) a liderança da direita. Basta, para isso, que ultrapasse os poucos mais de 31% atingidos pela coligação PSD/CDS, nas últimas eleições legislativas.
Atrás de Seguro, mas ‘à frente’ de Montenegro, Ventura tenderia, nesse........
