Efeitos da transição energética
A guerra conduzida pelos Estados Unidos contra o Irão já levou a subidas brutais no preço do petróleo e do gás, bem como do preço de fertilizantes, alimentos, etc. E quanto mais tempo durar esta guerra maiores serão os efeitos inflacionistas da crise.
Mas não estávamos nós a despedirmo-nos dos combustíveis fósseis, gradualmente substituídos por fontes energéticas mais limpas?... Sim, mas o domínio do petróleo e do gás é ainda muito grande. Uma coisa, porém, parece certa: a presente crise vai acelerar a transição energética para fontes não poluentes.
Portugal até está bem colocado nessa transição. Por exemplo, mais de 70% da eletricidade que consumimos vem de fontes renováveis – energia eólica, solar, hídrica – visando atingir a neutralidade carbónica até 2050. E é de antecipar um parque automóvel cada vez mais dominado por veículos movidos a eletricidade.
A presente guerra também terá importantes efeitos políticos. Assim, o partido democrático americano, que ainda há meses parecia incapaz de se impor ao partido republicano nos EUA, pode agora aspirar a uma boa prestação nas eleições intercalares do Novembro próximo. Os americanos são muito sensíveis a surtos inflacionistas, pelo que o futuro de Trump se afigura mais difícil do que ele previa até há pouco.
Nem tudo é mau, portanto. A presente crise traz muitos problemas a famílias e a empresas. Então, que ao menos se aproveitem os benefícios de uma transição energética mais rápida.
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