Inteligência relacional, não a artificial, é o que alicerça a reputação das empresas
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Fui ao Brasil dar uma palestra sobre arquitetura reputacional das empresas em tempos de inteligência artificial. E precisei dar dois passos atrás no tema ao perceber que existe uma dimensão da inovação que permanece subestimada nas organizações.
Ela não está na tecnologia, nem nos modelos operacionais, mas na capacidade de ativar o potencial humano por meio de relações de qualidade. Quando ferramentas de IA e conhecimento se tornam rapidamente acessíveis, quase commoditizados, o diferencial competitivo se desloca para aquilo que não se replica com facilidade: a forma como construímos e sustentamos vínculos.
É nesse contexto que a inteligência relacional se consolida como human skill crucial no mundo corporativo contemporâneo. Mais do que uma competência interpessoal, trata-se de uma capacidade estratégica de leitura de contexto, construção de confiança e gestão de dinâmicas complexas entre indivíduos e grupos, e pessoas e organizações.
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