“Blue zones”: entre a ciência e o marketing
Nas últimas décadas, o conceito de “blue zones” ganhou notoriedade através do trabalho de Dan Buettner, que identificou regiões como Sardenha (Itália), Okinawa (Japão), Nicoya (Costa Rica), Ikaria (Grécia) e Loma Linda (Califórnia, EUA) como áreas de elevada concentração de centenários. Segundo Buettner, estas regiões partilham características comuns, como estilos de vida ativos, forte integração social e dietas predominantemente vegetais. O autor afirma que “as pessoas nas ‘blue zones’ partilham nove hábitos de estilo de vida comuns que contribuem para a longevidade”.
Movimento frequente (atividade física no dia a dia);
Propósito de vida (ikigai);
Regra dos 80% (comer até estar satisfeito, não cheio);
Dieta predominantemente vegetal;
Consumo moderado de álcool (sobretudo vinho);
Espiritualidade / fé;
Família em primeiro lugar;
Rede social forte / comunidade.
É consensual que (quase) todos os hábitos supracitados são positivos e ajudam na obtenção de um estado de saúde e bem-estar físico e psicológico desejável, mas não explicam o porquê de nas “blue zones” existir um maior número de centenários. E a razão pode ser… as “blue zones” serem um mito!
O trabalho recente de investigadores mais cépticos com este conceito........
