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O universal é masculino: o subinvestimento estrutural na saúde da mulher

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12.02.2026

Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.

Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.

Entre 2020 e 2025, apenas 6% do investimento privado global em saúde foi destinado à saúde da mulher. De um total de US$ 2,87 trilhões investidos no setor, US$ 175 bilhões chegaram a condições que afetam mulheres de forma específica ou desproporcional. Empresas focadas em saúde da mulher receberam menos de 1% do capital privado total em saúde. Os dados publicados pelo World Economic Forum, em janeiro de 2026, apontam para algo mais profundo do que um simples vácuo: revelam a forma como o sistema organiza prioridades.

O padrão de alocação é ainda mais revelador. Cerca de 90% dos investimentos concentram-se em cânceres femininos, saúde reprodutiva e saúde materna. Ao longo do restante do ciclo de vida feminino, o capital praticamente desaparece. Entre 2020 e 2025, menos de 0,01% do capital investido globalmente em doenças cardiovasculares foi direcionado a soluções específicas para mulheres. Condições como endometriose, menopausa e síndrome dos ovários policísticos continuam dramaticamente subfinanciadas, apesar de afetarem milhões. Ao mesmo tempo, mulheres vivem mais que homens, mas passam cerca de 25% mais tempo da vida em condições de saúde precárias.

Não se trata apenas de........

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