Quando os mortos voltam para casa: a visão mexicana sobre a memória e a morte
Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.
Leia os artigos que quiser, até ao fim.
Com uma assinatura PÚBLICO tem acesso ilimitado a todos os conteúdos e cancela quando quiser.
Enquanto grande parte do mundo ocidental associa a morte à ausência e à despedida, o México preserva uma das formas mais singulares de compreender a finitude. Todos os anos, entre o fim de outubro e o início de novembro, famílias inteiras montam altares, acendem velas, preparam alimentos e espalham pétalas de flores para receber aqueles que já partiram.
Mais do que uma tradição popular, o “Día de los Muertos” é a expressão viva de uma cosmovisão construída ao longo de séculos pelos povos originários do México e transformada pelo encontro com o catolicismo trazido pelos colonizadores espanhóis. Reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a celebração parte de uma ideia tão simples quanto profunda: os mortos não desaparecem da comunidade. Continuam presentes na........
