A geração Z aplaudiu a igualdade de género de pé, mas durante quanto tempo?
Há um fosso que se alarga todos os dias. De um lado, um auditório no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), onde jovens universitários levantam-se para aplaudir uma palestra sobre igualdade de género. Do outro, o mesmo grupo demográfico, horas depois, a deslizar por feeds onde “homens” com milhões de seguidores explicam porque é que as mulheres precisam de ser "colocadas no seu lugar". E a realidade das redes sociais revela o verdadeiro vencedor desta batalha.
Não é preciso citar estudos para perceber o que está a acontecer. Basta abrir qualquer plataforma de redes sociais durante dez minutos. O crescimento de narrativas de masculinidade tóxica é visível, quantificável, obsessivo. Criadores de conteúdo com audiências de milhões construíram impérios inteiros em torno da degradação das mulheres. Não é um fenómeno marginal. Trata-se de um sistema de distribuição que, propositalmente, amplifica estes discursos até à saturação.
E o resultado é........
