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Celebrar a morte em vida

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25.12.2025

Estava numa conversa natalícia com a minha comparsa de crimes, Isadora, a falarmos de como passei a gostar de bolo-rei depois de emigrar, de como o bacalhau e a couve têm um sabor ainda mais especial, a partilharmos quais tinham sido os melhores presentes que já tínhamos recebido, coisas típicas de dezembro, quando a conversa resvalou para a morte. E foi aí que tive uma ideia que, naquele momento, me pareceu absolutamente genial.

Sei que hoje se celebra um nascimento. E sei também que temos o hábito de realizar uma cerimónia quando alguém morre. Existe, no entanto, uma diferença simples, mas radical: celebramos todos os anos a data do nosso nascimento, mas não estamos presentes, pelo menos de forma consciente, na cerimónia da nossa morte. Essa cerimónia que, diga-se de passagem, tende a ser enfadonha, previsível e estranhamente despersonalizada. Basta pensar na falta de diversidade dos caixões, assunto que, aliás, já nos valeu horas de conversa, a mim e à minha outra comparsa de imaginação empresarial, Luciana, sobre a ideia de uma........

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