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O Coração Ainda Bate. As praias vazias

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O verão que acabou não foi fácil. Voltei aos tempos em que era uma miúda, a pensar nas acções dos outros que colidiam com as minhas. Estar sozinha, agora que penso, nunca foi triste, mas sim o indício da maturidade que se tem, quando sabemos esperar por aquilo que vale a pena. Talvez não fosse consciente essa espera mas aconteceu.

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Ao longo destes anos de crónicas, já terei aqui contado que durante a infância fui vítima de uma discriminação que me deixou marcas. Acho relevante partilhar esta fragilidade que acabou por me fazer forte, mesmo que as recaídas aconteçam.

As pessoas que ficam sozinhas podem ganhar uma força indestrutível de quem nada tem a perder. Mas eu nunca quis ser essa: quis sempre, depois de a tristeza assentar, ir em busca dos outros, porque foram sempre eles a dar sentido à minha vida – até quando não sabia. É preciso........

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