Tempestade sem liderança
A tempestade que assolou Portugal não deixou apenas um rasto de destruição material, estradas cortadas e famílias desalojadas. Deixou também algo mais difícil de reparar, a sensação de abandono e de desorientação sentida por milhares de cidadãos perante a ineficiência das comunicações oficiais, a demora em decretar o estado de calamidade e a ausência de um pedido claro de apoio à União Europeia.
Em situações de crise, a comunicação não é um detalhe administrativo, é uma ferramenta de proteção civil. Informação atempada e clara salva vidas, reduz o pânico e permite que as pessoas tomem decisões informadas. No entanto, durante os momentos mais críticos da tempestade, assistimos a mensagens contraditórias, atualizações tardias e a uma presença institucional pouco visível nos canais onde hoje os cidadãos realmente........
