O Chega sonha e o PSD garante que a obra nasça
“Eu prefiro um bandido morto a um polícia morto” – a frase é de André Ventura e ele repete-a com frequência. Uma das últimas vezes foi no debate com António Filipe para as eleições presidenciais, a 13 de dezembro. Também disse, dirigindo-se aos agentes das forças e serviços de segurança: “Não tenham medo. O poder político está cá para vos cobrir”.
Este mantra de André Ventura, repetido ad nauseam, significa que, na sua opinião, a polícia deve ter carta branca para matar, se achar necessário. Ora, assim sendo, o líder do Chega também deixa claro que, para ele, cabe à polícia decidir quem é bandido ou não. Não são os tribunais que ajuízam quem é culpado e deve ser punido, em função da prova produzida no processo. Essa decisão, em que a pena passa até a poder ser a morte, torna-se legítima para um agente da PSP ou um militar da GNR. Mesmo numa madrugada de 21 de outubro na Cova da Moura, perante um Odair Moniz de mãos vazias no ar. Ou com uma faca imaginária. Suspeito de qualquer coisa, ainda que não se saiba exatamente de quê.
A 1 de agosto de 2025 o Chega tinha dado entrada........
