menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O custo de decidir sem dados

22 0
02.07.2026

Portugal convive mal com a cultura de dados. E a política pública também. Ou se tem dados ou, não tendo no início, tem de se monitorizar para seguimento, avaliação e possíveis acertos. Dos bizarros casos na educação, desde não se coexistir bem com a avaliação aos rankings, até à inexistência de dados fiáveis ao nível de professores e aulas, os casos emblemáticos durante “a pandemia” de hospitais geridos no Excel, ou o pináculo na Assembleia da República de tudo girar à volta de planos e orçamentação e a execução ser renegada para último plano, há toda uma cultura de achismo e experimentalismo que persiste. Para além de uma visão de país, as políticas públicas requerem uma abordagem integrada, com foco na missão, com objetivos claros e monitorização constante. Todos estes temas, da cultura de “dados abertos” à estruturação dos números para informação e suporte à decisão, têm de ser tema sério. Se na gestão privada é relevante, a transparência e o facto de ser dinheiro público (ou seja, dinheiro de todos nós) obrigam ainda mais a essa........

© PÚBLICO