Os decisores políticos precisam de se tornar pessoas
No dia nacional da sustentabilidade, estive na Conferência Azul, sob o tema “os jovens e a transição ecológica nas cidades”, organizada pelo Público e pelo Laboratório da Paisagem de Guimarães. Note-se que este Laboratório tem feito um trabalho extraordinário e é um exemplo de como as políticas públicas municipais podem ser vozes ativas e plurais.
Da intervenção da diretora-adjunta do jornal PÚBLICO destacaria quatro ideias: a sustentabilidade torna-se real quando mexe na vida das pessoas; a premência de separarmos factos de ruído; a necessidade de se educar para o pensamento crítico face a expressões como “neutralidade carbónica”, “transição ecológica”, “sustentabilidade”; e a consciência de que a transição ecológica não pode ser uma lista de coisas a mudar.
Gostava muito que a ordem desta conferência tivesse sido invertida e o secretário de Estado do Ambiente tivesse ouvido ativamente Isabel Menezes (Universidade do Porto), na conferência “Estamos a ouvir os jovens que lutam por um mundo mais sustentável?”, que começou precisamente com outra........
