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Desde que não mexam no meu quintal

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27.02.2026

De acordo com os dados divulgados em 13 de fevereiro pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), o número de trabalhadores da administração pública aumentou 1,7% no quarto trimestre de 2025, para 766.278 pessoas, alcançando o valor mais elevado desde o último trimestre de 2011. No entanto, a nosso ver, este acréscimo não se traduziu numa melhoria efetiva dos serviços públicos prestados, bem pelo contrário.

Sustentamos esta afirmação recorrendo a alguns exemplos conhecidos, como a crescente degradação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no atendimento aos utentes, a falta de professores nas escolas públicas em prejuízo das classes mais desfavorecidas, a ausência de respostas sociais para pessoas idosas com baixos rendimentos, a escassez de alojamento para os estudantes do ensino superior deslocados, e a eterna morosidade na justiça que, sendo extemporânea, se torna inútil e injusta na defesa dos direitos dos visados.

A acrescer a tudo isto, a sucessão de acontecimentos climáticos extremos a que assistimos nas últimas semanas (com cheias, inundações, derrocadas e, lamentavelmente, perda de vidas humanas), apenas veio evidenciar as debilidades de Portugal ao nível da respetiva organização administrativa, bem como do planeamento e monitorização de políticas públicas fundamentais para um desenvolvimento sustentável do nosso país. Assim o reconhecem as individualidades que subscreveram a exposição ao Governo intitulada “A valorização do território, a reforma do Estado e a regionalização”, quando sinalizam que “emergiram mais os erros e limitações do nosso modelo administrativo: somos........

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