Uma cigana de direita
Mariana nasceu em ‘ventre’ cigano, pois a sua família materna tem essa ascendência. Mas, nunca viveu integrada na comunidade por decisão familiar, assim como também nunca renunciou claramente à etnia. Ou seja, não se ‘vê’ cigana, mas convive muito naturalmente com os amigos ciganos que muito bem considera. Talvez a ligação do antepassado seja mais forte, a veia que ativa o sentimento (algo muito darwinista, diria). O retrato verídico da Mariana interessou-me e manifestei-o de forma não velada quando a entrevistei (de fictício apenas aqui traz o nome).
Filha de pai muçulmano e de mãe cristã (identificou assim a mãe). Neta de avós portugueses ciganos e de indianos (parte materna e paterna, respetivamente). Não assume nenhuma prática religiosa, conhece bem mesquitas e igrejas, mas admite que admira muito o Santuário de........
