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O cheganismo é socialismo

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18.05.2026

Na cerimónia solene dos 50 anos da Constituição, André Ventura subiu à tribuna da Assembleia da República e, entre as habituais provocações e atordoadas, proclamou uma nova ideologia. Disse que a Constituição não pode caminhar “nem para o socialismo, nem para o cheganismo”. Nasceu ali, decretada de cima do plenário mais solene do país, uma nova doutrina: o cheganismo.

O problema é que, quando se confronta o rótulo com a prática, as ideologias referidas são a mesma coisa. O cheganismo é socialismo. Com outras roupagens, com outro sotaque, com mais berraria, mas socialismo.

Não é uma acusação de circunstância. É uma constatação de propostas e votações.

Quando o Chega propõe taxar os lucros da banca, é socialismo. André Ventura apresentou no Parlamento um projecto de lei propondo uma “contribuição solidária temporária” correspondente a 40% dos lucros excedentários do sector bancário. Uma proposta pronta a colher aplausos à esquerda. Taxação de lucros a golpe de populismo. Que nome devemos dar a isto? Socialismo.

Quando o Chega vota pela taxação de energéticas e outros sectores, é novamente socialismo. A mesma lógica que o Bloco de Esquerda e o PCP defendem há décadas. Punir quem produz e redistribuir........

© Observador