Os bancos vão poder dizer sim a 1/2 das exceções que davam
A mudança nas regras do crédito à habitação que entra em vigor no início de agosto tem sido lida sobretudo por um número: o limite da taxa de esforço desce de 50% para 45%. É o número mais fácil de explicar, mas não é o que mais vai mudar o dia a dia de quem pede crédito. A alteração com mais consequências práticas é outra, e passa quase despercebida: a margem de exceção que cada instituição pode usar para aprovar créditos acima dos limites recomendados desce de 15% para 10% do total concedido em cada semestre.
Vale a pena perceber o que essa margem é. As recomendações do Banco de Portugal nunca foram uma barreira absoluta. Sempre existiu uma parcela do crédito que cada banco podia conceder fora dos limites, para acomodar situações que a régua não capta: um casal com rendimento variável mas estável ao longo dos anos, um cliente com património que não entra no cálculo do rácio, uma família com despesa fixa muito abaixo da média. Essa margem era a válvula do sistema. E era........
