Flotilhas e a psicose revolucionária
1. Os recentes casos que envolveram as denominadas “Flotilhas humanitárias” são exemplos que reproduzem com elevado grau de precisão a natureza psicótica do processo revolucionário e da “mente revolucionária” que o alimenta. (Psicose = perda de contacto com a realidade). Estamos a referimos aos revolucionários ex professo, isto é, àqueles com verdadeiro conhecimento de causa; àqueles com bilhete (apenas) de ida rumo ao velho “paraíso na terra”, mas também àqueles, mais ou menos alheios à militância política, geralmente voluntariosos e de boa-fé, mas em cuja mente já se instalou, contudo, o vírus tóxico da revolução. Vejamos então: as ideologias são receitas e modelos de conceber o mundo e, por isso mesmo, são formulações incompletas e parciais da realidade; são caricaturas, recortes dessa mesma realidade. Em momentos de grande confusão moral, e tensão social e política como a que atravessamos actualmente, a dimensão ideológica tende a polarizar-se, a radicalizar-se, tornando-se campo fértil para dela emergir a sua versão revolucionária, reclamando e acenando com soluções para os problemas do mundo.
2. A mente revolucionária é complexa; ela ignora, por exemplo, que a injustiça e o mal são fatores inerentes à condição humana, que podem (e devem) ser combatidos e minimizados, mas não podem nunca ser eliminados. O revolucionário considera que os erros e injustiças são criadas deliberadamente por grupos sociais, tais como burgueses, capitalistas, Judeus, cristãos, etc., espalhando o mal no seio da comunidade. Para a mente revolucionária, a prioridade é então “transformar o mundo” e favorecer as gerações futuras. A mente revolucionária recusa-se terminantemente a aceitar a verdade da natureza humana, achando que a mesma pode ser alterada, manipulada, substituída. A verdade, para o........
