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O Brent acreditou na paz, as margens de refinação não

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18.07.2026

As margens de refinação têm-se revelado um melhor indicador do risco geopolítico do que o próprio Brent. Enquanto o petróleo acreditou na paz, a refinação continuou a incorporar um elevado prémio de risco. Os acontecimentos da última semana vieram, em parte, confirmar essa leitura do mercado.

Nas semanas que se seguiram ao início do conflito no Médio Oriente entre EUA, Israel e Irão, a 28 de fevereiro, o Brent subiu de 70 dólares para os 120 dólares por barril. A rápida subida do petróleo ditou inicialmente uma forte diminuição da margem de refinação da gasolina, que chegou mesmo a valores negativos. No entanto, isto não significou necessariamente que as refinarias estivessem a vender gasolina abaixo do seu custo efetivo, mas que a cotação do produto refinado não acompanhou a subida excecional do Brent utilizado no cálculo da margem.

Ao mesmo tempo, a margem de refinação do gasóleo seguiu o caminho contrário. O receio de escassez de um combustível essencial ao transporte de mercadorias, à indústria, à agricultura, à construção e à logística impulsionou a margem do gasóleo dos 20 dólares por barril para valores à volta dos 100 dólares. Naquele momento, o mercado não estava apenas preocupado com a disponibilidade de petróleo bruto. Estava sobretudo preocupado com a disponibilidade de gasóleo, essencial para a atividade económica.

Uma refinaria não vive, porém, da rentabilidade de um único produto. Cada barril........

© Observador