Reformas? Sim, mas não no meu quintal
Na teoria, há um enorme consenso sobre a necessidade de proceder a mudanças profundas em alguns serviços de saúde. E até há uma concordância generalizada sobre o caminho a seguir numa das áreas mais críticas, as urgências de obstetrícia e ginecologia.
Se não há profissionais em número suficiente para garantir o funcionamento permanente de tantos serviços de urgências – que, por definição, deveriam estar disponíveis 24 horas por dia e 365 dias por ano – manda a racionalidade que se concentrem esses profissionais em menos serviços de forma a permitir os turnos e as escalas necessárias para que uma urgência seja uma urgência em permanência.
Mas passar da teoria à prática vai um mundo de distância. O filme que já vimos em 2006, quando o então ministro Correia de Campos quis reorganizar as maternidades para aumentar a segurança dos utentes, volta a repetir-se. Muita gente concorda com a necessidade de fazer mudanças e com o caminho a seguir, desde que a unidade que está mais perto de casa não seja uma das que vão........
