A verdadeira Operação Marquês
A verdadeira Operação Marquês teve lugar depois da morte de D. José I, a 24-2-1777, e da caída em desgraça do seu todo-poderoso ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal ou, simplesmente, o Marquês.
D. Maria I não gostava de Pombal, o qual, sabendo-o, em vão tinha tentado que a D. José sucedesse o seu neto homónimo, filho primogénito de D. Maria. No entanto, foi esta que foi aclamada Rainha e, como o seu filho primogénito, D. José, morreu novo, sucedeu-lhe no trono o seu segundo filho varão, que viria a ser o Rei D. João VI.
Segundo o historiador António Ventura, “o consulado de Pombal fora um mar de iniquidades e injustiças e, por isso, ao aceder ao trono D. Maria I, deu instruções para se abrirem as cadeias. Mais de 800 pessoas foram libertadas, causando uma profunda impressão o aspecto terrível que muitos ostentavam, enfraquecidos e gastos pelos anos e anos passados nas enxovias, entre fome e maus-tratos.”
Ciente de que a nova situação política lhe era adversa, o Marquês, a 1-3-1777, pediu e obteve, três dias depois, a exoneração dos seus cargos e a autorização para se retirar para Pombal. É provável que Sebastião José de Carvalho pensasse que, demitindo-se das funções que até então exercera e mudando-se para Pombal, ficaria imune às previsíveis retaliações dos seus numerosos inimigos. É também possível que a Rainha, por piedade filial, não quisesse hostilizar o antigo valido do seu pai.
No entanto, em princípios de 1779, Francisco Soares Galhardo de Mendanha publicou o “Libelo famoso de acção de........
